domingo, 25 de outubro de 2009

Mudanças... crescimento... evolução (parte II)


Depois de algum tempo refletindo sobre o que é mudar, o que é crescer, o que é evoluir, deparo-me com a resposta a uma das infinitas perguntas de minha lista. Geração após geração, século após século, procuramos algo passível de nos dar a eternidade, a imortalidade.
Histórias sobre a vida eterna com os vampiros; a imortalidade dita no cinema com os highlanders... Tudo, absolutamente tudo isso é desnecessário.

Meus olhos ensombrados não me permitiram ver o que era tão óbvio.
E o que dizer, então, da minha razão?
Minha visão, escassa, não percebia onde estava a chave dessa proeza chamada "eternidade": o legado.

Não por coincidência (ou talvez por coincidência, mas não creio) ouvi a música do verdadeiro "Quarteto Fantástico": Crosby, Stills, Nash & Young e foi onde as peças de meu quebra-cabeça encaixaram.


Teach Your Children
Crosby, Stills, Nash & Young

Ensine suas crianças

Você que está na estrada
Deve viver sob um código
Para então se tornar você
Porque o passado é só uma despedida

Ensine bem suas crianças,
Porque o inferno dos pais delas vai passando devagar
E alimente o sonho delas
O que elas escolherem, aquele que você ficará sabendo

Nunca pergunte a elas por que, se elas dissessem, você choraria
Então só olhe pra elas e acene e fique sabendo que elas te amam

E você, na sua juventude,
Não pode saber os medos que cresceram nos mais velhos
Então ajude eles com a sua juventude,
Eles procuram a verdade antes de morrerem.

Ensine bem seus pais,
O inferno das crianças deles vai passando devagar,
E alimente o sonho deles
O que eles escolherem, aquele que você ficará sabendo.

Nunca pergunte a eles porque, se você soubesse, você choraria,
Só olhe para eles e acene e fique sabendo que eles amam você.


Somente hoje compreendo os porquês não haver tido conversas com meu pai e avô materno. Eles nunca quiseram me perguntar nada para que não chorassem. Um escolheu um caminho. Outro, calou-se mesmo presente.
Escolheram a liberdade para que eu me tornasse o que quisesse ser. E assim o permitiram.
Deixaram em mim o legado.

Um, não terei mais como dizer obrigado a não ser por minhas preces.
Quanto ao outro, ainda há tempo de exprimir a gratidão - embora a distância já tenha feito seu trabalho há tantos anos - por ter mostrado o significado da longitude de uma escolha.
Boa ou má? Apenas o Tempo dará minha resposta.


Quanto a mim?
Não farei perguntas para não chorar. Apenas acenarei e deixarei que saibam o quanto os amo.
Eles já são imortais.

A imortalidade existe e se chama "legado".
Eu ensinarei ao meu filho. Ele ensinará ao dele. E assim o ciclo permanece.
Se minhas mãos o ampararem rumo ao incerto hoje, amanhã tenho a certeza de que me ajudará a encontrar a Verdade antes da Morte.


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