Deparo-me com meus primeiros longos fios de cabelo branco e não me espanto nem me amedronto. É o andar do Tempo abatendo-me, aos poucos, nesta estrada a qual ainda tenho alguns longos quilômetros a percorrer. Meus pés não se cansam e nem se curvam minhas asas...
Continuo... Visto meu casaco e enfarinho minha cara...
Rio e sigo como o palhaço da obra de Leoncavallo... Eis a equação de meus erros.

"Recitar, enquanto tomado pelo delírio
não sei mais aquilo que digo e aquilo que faço.
Todavia é necessário. Esforça-te! Vai!
És tu talvez um homem? Ah! ah! ah! ah! ah!
Tu és Palhaço.
Veste o casaco e a cara enfarinha.
O povo paga e quer rir aqui.
E se Arlequim te rouba a Colombina,
ri Palhaço e cada um aplaudirá.
Muda em piadas o espasmo e o choro,
Numa careta o soluço e a dor.
Ah! Ri Palhaço, sobre o teu amor partido.
Ri da dor que te envenena o coração!"

Mas de tudo, sempre tudo, embora falte ainda alguma coisa... a "Colombina"...
...deixe-me ir, preciso andar...
Preciso me encontrar
Cartola
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir o sol nascer
Ver as aguas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém for vir perguntar
Diga que eu só vou voltar depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Continuo... Visto meu casaco e enfarinho minha cara...
Rio e sigo como o palhaço da obra de Leoncavallo... Eis a equação de meus erros.

"Recitar, enquanto tomado pelo delírio
não sei mais aquilo que digo e aquilo que faço.
Todavia é necessário. Esforça-te! Vai!
És tu talvez um homem? Ah! ah! ah! ah! ah!
Tu és Palhaço.
Veste o casaco e a cara enfarinha.
O povo paga e quer rir aqui.
E se Arlequim te rouba a Colombina,
ri Palhaço e cada um aplaudirá.
Muda em piadas o espasmo e o choro,
Numa careta o soluço e a dor.
Ah! Ri Palhaço, sobre o teu amor partido.
Ri da dor que te envenena o coração!"

Mas de tudo, sempre tudo, embora falte ainda alguma coisa... a "Colombina"...
...deixe-me ir, preciso andar...
Preciso me encontrar
Cartola
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir o sol nascer
Ver as aguas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém for vir perguntar
Diga que eu só vou voltar depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar


Ri da dor que te envenena o coração!"`
ResponderExcluirÉ o amor que envenena....a alma que chora....
A mentira corroe a alma e o amor....transforma em pedra gelida a vida...
mas mesmo com os tormentos da alma....com a gelida vida....
no fundo o amor sobrevive a tudo....
e um dia, em uma vida quente....ha de renascer....
sei q vamos nos encontrar....