sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Perdas

Como seria, hoje, aquela vida que se perde em um ventre por vontade do Destino?
Nunca saberei.
Terei apenas o sentimento da perda e o 'como seria' será sempre fruto de uma imaginação fértil, ou débil, daquele que vivenciou um sonho. Um louco sonho que teimou não acontecer...



O que teria sido 'dois', se perdeu.
Restou-me apenas um, e hoje, uma lembrança em minhas memórias.

sábado, 23 de julho de 2011

Palavras acabam com "maldições"


Não é fácil para esta incógnita perambulando pelo Universo falar sobre essa Verdade. Mas é fato. 
Existem atitudes, palavras e ações que transformam o que seria uma maldição em algo completamente vivo e com significado.


Talvez não hoje, talvez amanhã, ou até mesmo nunca algo semelhante ao que verás abaixo aconteça contigo, caro leitor(a). O certo é que, infelizmente, algumas almas "vivas" desse mundo passam ou já passaram por isso. 
Quem é Pai, irá entender. Quem ainda não é, reflita e tire suas conclusões.

Lamentavelmente, o vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, passou por isso. Mas não só ele... Quantos filhos e filhas são vítimas de "segredos" de suas mães?

Algumas pessoas se dizem revoltadas com determinadas atitudes, mas fundamentam-se em uma rede de intrigas e mentiras dignas de almas vazias, sem fundamentos, sem conteúdo. Estas, sim, são dignas de pena por ser tão pouco e ter tão pouco para deixar de legado ao mundo.





Como eu disse anteriormente, a Verdade é pacienciosa e um dia aparece. Geralmente, começa a se mostrar através da consciência pesada, doída, do ente usuário da Mentira e de suas mentiras. 
A "mãe" do Eddie apanhou do próprio segredo que tentou esconder. Outras, ainda apanham. Outras, ainda, receberão a consequências de seus atos mais tarde.

Eu, simplesmente espero: há tempo para tudo... Inclusive para que a Verdade fale por si mesma.

domingo, 17 de julho de 2011

Meus instrumentos


Mãos. O que seríamos sem elas?
O que seríamos sem nosso polegar opositor? Ainda, macacos.
De todas as minhas dúvidas sobre minhas mãos que afagam meu filho e pouco depois acenam o adeus, sem saber quando o acariciarei novamente; de todas elas é este monólogo que responde à minha maioria.




Tem sido minhas mãos as artífices das minhas vitórias e das minhas agonias. Tem sido elas que dançam sobre um teclado exprimindo minhas loucas teorias, idéias racionalizadas, memórias, saudades... Resumem e expressam meus sentimentos a respeito de tantas coisas, muitas velhas. Outras, jamais. Não me atreverei a usar das mãos, tampouco de minha boca para divulgar certas coisas não passam pelos meus filtros: da ética, da responsabilidade e da utilidade.

Há tantas coisas que sei ter dúvida mas não encontro respostas. Espero mesmo que haja vida após a morte pra que eu possa continuar minhas buscas. Não há tempo nem de procura nem para encontro de todas elas.

Porém, Sócrates nos deu uma "luz" a isso: "a filosofia começa quando uma pessoa começa a duvidar, duvidar de suas próprias crenças, ditas como certezas construídas sob seus parâmetros ideológicos".
E eu? Continuo filosofando entre copos, entre livros, entre meus vários "eu".

Há pouco tempo, encontrei uma imagem que resumiu muito minhas idéias em poucas palavras. Num jogo de guerra medieval, num diálogo com meu "inimigo" conheci seu trabalho e este me foi um baque. O princípio de todo um devaneio se fez quando minha mente interpretou - erroneamente - esta imagem:
www.flickr.com/daniloyde

Não havia reparado na sutileza da caneta aguardando para dançar sobre o papel.
A mão que espera pela estruturação da idéia é sábia. Não escreve qualquer coisa, tampouco falta com a verdade e a honra, do próprio que escreve e de seu objeto. A mente que filtra, a boca que não fala, a mão que não mente... Quantos pensam antes de escrever uma mentira responsável por manchar toda uma vida? Quem segura seus próprios dedos numa hora de raiva e rancor? Quem? Muito poucos. Muito poucos.

Calúnias, injúrias...
O que não sai, muitas vezes, da boca de alguém certamente passa pela sua mente. Mas o que fazer contra as mãos daqueles e daquelas que inventam histórias e mentiras sobre outros à seu bel prazer?
A verdade não descansa mas é pacienciosa. E, um dia, ela se mostra em momento oportuno e quando bate à face do ofensor, este desaba. Mais cedo ou mais tarde pois, para tudo há sua hora.

Sábio e prudente é aquele que usa sua própria mente, mesmo falha, para filtrar aquilo que deixará momentâneamente como legado à outros.
A mente que filtra, a boca que cala e mão que espera são elementos raros que poucos possuem em harmonia...

E daquele "inimigo" ficou a lição: à uma mão que acenou "adeus" e permaneceu estendida - cedo ou tarde - encontra outra em contrária direção e sentido. 
O Tempo sempre mostra o que precisa aparecer.

Obrigado Danilo.







sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sem mais mentiras

Respeito?



A notícia mundial destes últimos dias foi a morte de Osama Bin Laden. O 'responsável' pelos atentados está morto. Muitos no mundo festejaram. Muitos, porém, como eu ainda perguntam: 

a) onde estão os destroços do avião que caiu no Pentágono?
b) por que não responderam às questões sobre o térmite nas fundações dos prédios?
c) por que dezenas de judeus não foram trabalhar naquele décimo primeiro dia de setembro no WTC?
d) por que o filme Zeitgeist não é conhecido das massas?
e) onde estão as armas biológicas e de destruição em massa do Iraque?
f) por que bombas da Guerra do Golfo filmavam a queda nos alvos?
g) por que os yankes não gravaram a ação na casa do 'terrorista'?
h) quem são os terroristas afinal?

... e eu poderia passar anos ainda escrevendo minhas perguntas e nenhuma delas será respondida.

"Todas mentiras"

Sim, caro leitor navegante que passa as vistas por aqui.
Mentiras são contadas todos os dias. E, pensando nisso, até eu minto a mim mesmo quando penso encontrar respostas à muitas de minhas dúvidas. A principal delas é a de que ainda tenho esperanças em encontrar alguma solução para tudo isso, inclusive a mim mesmo. Mentira. Não tenho mais.

Uma de minhas bandas de cabeceira escreveu e criou uma bela mensagem a respeito disso. Um tapa na cara e um soco no estômago dos egos e âmagos de nós, hipócritas humanos, crentes detentores da Verdade. 
Não perderás teu tempo ouvindo e lendo do que se trata. Mas, e se isso for mais uma mentira? Desta vez, mais uma minha? Veja e tire tuas conclusões.



Pois, então, o que somos nós afinal? Produto do espermatozóide e óvulo, envoltos em mentiras sobre amor, felicidade e concepção?
Ainda, em meio à tanta dúvida, mentira e decepção, pelo menos encontro uma resposta momentânea a tudo isso.


Imagens são forjadas (como a acima). Mentiras são criadas como verdades e estas aceitas como tal. Por isso uso minha razão para filtrar a tudo isso e minha boca para perpetuá-las.





E, se todo mundo mente, não as propaguemos mais. Inclusive a nós mesmos...

sábado, 23 de abril de 2011

Em poucas palavras: Você é Feliz?



 
Do dicionário: feliz
(latim felix, -icis)
adj. 2 gén.
1. Que tem ou revela felicidade, contentamento. = alegre, contente, radiante ≠ triste
2. Que causa felicidade. ≠ triste
3. Que tem muita sorte. = afortunado, ditoso, sortudo ≠ azarado
4. Que se sente satisfeito, realizado. = contente ≠ descontente, insatisfeito
5. Que é favorável. ≠ desfavorável
6. Abençoado, bendito.
7. Que foi bem imaginado ou bem executado. = conseguido
8. Que teve sucesso.


O Tempo, irrefutável, trata de levar a todos no mesmo compasso para os mesmos lugares: túmulo e memória.

Já há algum tempo, eu trintagenário, começo a questionar e me questionar - principalmente - a respeito daquilo que tenho como valores. Que são? O que são? Quais são? E o que de verdadeiro representam?

Ainda bem que estive vivo esse tempo todo e pude, em 1996, presenciar o surgimento de um disco unplugged da MTV com a banda que tanto gostava desde as épocas do extinto Hollywood Rock, no início dos anos 90. Naquela época, meu inglês ínfimo, assim como as armas de destruição em massa iraquianas... Sabia o básico e algum pouco do que houvera aprendido lendo uma bíblia em inglês desde os 8 anos de idade. SIM! A Internet engatinhava naquela época! Mas eu não a tinha sequer acesso, tampouco computador.
Mas... 1996 foi um ano ímpar. Depois de esperar ansiosamente pelo último disco do Pink Floyd... uma pérola surge: Alice in Chains Unplugged. Inexplicável! Simplesmente, indescritível para um piá que adorava o grunge, o metal e disso só havia ouvido Nirvana da mesma maneira.

E ao ouvir a primeira "faixa" do cd, me deparo com Nutshell...
Corri procurar meus livros, dicionários e tratei de traduzí-la. Foi uma tarefa árdua, quase hercúlea. Porém, o pouco que consegui, denotou ser esta uma canção de poucas palavras mas de grande profundidade em seu conteúdo...

Alice in Chains - Nutshell

Nós perseguimos mentiras mal impressas
Nós encaramos o caminho do tempo
E eu ainda luto, e eu ainda luto
Esta batalha toda sozinho
Ninguém para chorar, nenhum lugar para chamar de lar
Meu dom pessoal é estuprado
Minha intimidade é estuprada
E ainda acho, e ainda acho
Repetindo em minha cabeça
Se não posso ser eu próprio, eu me sentiria melhor morto.


Desde então, passei a me perguntar se eu era feliz. Se minhas verdades não haviam sido fruto de estupros daquilo que realmente é a Verdade. Se tudo o que aprendi não são mentiras, lapidadas por humanos ínfimos e tementes ao poder do Tempo? Dúvidas... dúvidas e mais dúvidas.


 

Foi então, que o meu ídolo adolescente, não suportando mais... entrega-me uma resposta: "The pain is more than you can handle. It’s the worst pain in the world." (A dor é maior do que você pode aguentar. É a pior dor do mundo).

Layne Stanley pereceu no início de abril de 2002. 
Desde 1996 uma de minhas perguntas foi respondida e até agora mantem-se inabalada.
Eu ainda não sei o que é felicidade, mas sei que, o que me "vendem", não é ser feliz.
Se não posso ser eu próprio, eu me sentiria melhor morto.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

As reticências de um futuro escuro



A estátua não sabe a lágrima que perde na chuva...

Madrugada de mais um dia que se soma à miserável dádiva e dúvida da vida. O sol ainda não despontou no horizonte e às testemunhais lâmpadas da rua, a única luz que tenho é a emitida pela máquina onde escrevo. Não há velas, candeeiros ou mesmo elétrica à iluminar o resto do ambiente. Insetos pousam na tela como resposta às preces à ausência de uma bússola. O silêncio ecooa pela cidade... Mas não dentro de mim... 
Estou confortavelmente entorpecido.

Não é preciso luz alguma para guiar meus dedos no tablado que tão bem conheço. Não são necessárias luzes brilhantes, nada que meus dedos não conheçam o bailado ou o passo cadenciado da dança do que há em minha mente e na qual apenas eles podem revelar. A boca, por sua vez, cala-se. Apenas a audição é permitida e nela - e por ela - o bom e velho e antigo e único Pink Floyd ressoa aos fones de ouvido (responsáveis por manter o silêncio no resto da noite, o qual não me atrevo a incomodar) como amplificadores potentes ao melhor show de rock já visto pela humanidade; ou seja... o último volume.

À esquerda, um estampido de uma lata abrindo ecooa no escuro. É mais uma a fornecer o álcool a uma mente inquieta. Com esta, já são onze a seguir a linha da reciclagem em alguns minutos. E que reciclagem terei eu ao final da minha? Adubo? Alimento? Pedra? Ou cinza?



O dia ainda dorme ou nem se atreve abrir os olhos para esses lados do mundo. Não há porquê. O silêncio é suficiente. Mas não dentro de mim... O "interno" é inquieto. E quando ouve Pink Floyd a tempestade se agiganta. Tsunami? Que nada! Muito mais que isso. Minhas tormentas não são ondas feitas por pedras em lago. Minha mente e a alma, inquietas, não aceitam destino. Não aceitam apenas escolhas mas, querem respostas às dúvidas que não calam, não mentem, não se entregam. Me estraçalham: rasgam em pedaços o pouco que ainda tenta se consertar.


E cada pedaço é uma resposta: ao que fui, ao que sou, ao que serei. Cada fração que se faz e desfaz em si mesma é a chave à tudo que tenho e que sou: homem, filho, pai. O amigo, o amante, o confidente está a se perder pelo tempo e silêncio das horas passadas ao frio da saudade e distância: ácidos responsáveis por consumir o pouco de vida que ainda há aqui. E, dos amigos, o que esperar se toda a distância está a fazer seu trabalho?
O deserto escaldante presente aqui dentro absorveu o que havia de esperança, miséria e amor. Há só areia e escorre na lenta e compassiva dança do Tempo.

Eu fui. Eu sou. Eu serei.
Fui filho. Sou pai. Serei pó.

Mas o que são filhos senão pedaços de pais despedaçados ou em retalhos clamando por uma linha? Fina linha de costura a formar um Frankstein de duas almas?
O Tempo. Apenas ele possui a resposta.


Enquanto isso continuo...
...minha lenta e decadente graduação de semente em homem, de homem em pó. De pó em nada senão lembranças naqueles que ficam...



Eu ainda procuro encontrar minhas lágrimas depois de tanta escuridão, saudade e ausência daquele que amo. 

Há secas que tiram a água, há outras que secam a alma. 
Há outras que levam os anos para a escuridão do passado e trazem o inverno como presente aos velhos ossos.
Há secas que te tiram as lágrimas da alma e trazem o riso e a esperança.
E você? 
Ainda tem lágrimas? Ou tem certeza do seu futuro?
Ainda nem começou a viagem?