domingo, 12 de novembro de 2017

Quando perdi meu ponto de equilíbrio fora de mim






[...] Longe demais
Do cais do porto
Perto do caos
Meu coração é um porta aviões
Perdido no mar esperando alguém pousar
Meu coração é um porto sem endereço certo
É um deserto em pleno mar.



Como seguir adiante, mirando o horizonte, quando perdemos o rumo? Quando se perde o porto seguro, antes a baliza de uma nova vida, deixando de trazer a segurança a um espírito cansado: o que resta, afinal?

Começo a entender e, talvez, ultrapassar o limite da sanidade em direção à fronteira da loucura. É possível acreditar em si e nos outros depois de haver-se despido de todas as defesas erguidas durante os anos? E quando as mãos não alcançam a faca cravada pelas costas, mas o coração ainda teima em bater, qual o próximo passo? O pior golpe não é, e nunca foi, aquele desferido por um inimigo mas, infelizmente, aquele que é dado por quem está ao teu lado.

Minha consciência repousa em um sono justo, não me bate nem castiga. Mas o peito... Aperta-se a cada minuto. A mente questiona a cada segundo: como seguir em frente?

Durante anos, suportei a inúmeras calúnias, injúrias e acusações de coisas das quais jamais cometi. Todas as vezes, dormi tranquilo. Jamais perdi meu sono mesmo em frente a tantas injustiças. 
Hoje, perco a minha paz e sou meu próprio tormento, por algo que não fiz: a dor que me tortura é filha da Verdade que me foi roubada.






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